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Mensagem de Gibran

Gibran


Como posso perder minha fé na justiça da vida, quando os sonhos dos que dormem no colchão de penas não são mais belos do que os que dormem no chão?

Sete vezes preso em minha alma:

  • ·         Quando havia Disfarce comunidade para alcançar a grandeza;
  • ·         Quando a vi coxear na presença dos coxos;
  • ·         Quando lhe deram a escolher entre o fácil e o difícil, e escolher o fácil;
  • ·         Quando cometeu um mal e consolo se com a ideia de que outros começa o mal também;
  • ·         Quando aceitou a humanidade por covardia e atribuiu sua paciência à fortaleza;
  • ·      Quando o desprezo a fealdade de uma face que não era, na realidade, senão uma de suas próprias máscaras;
  • ·         Quando considerou uma virtude elogiar e glorificar.





A voz dos sapos talvez seja mais forte do que o dos bois; mas os sapos não podem puxar o arado do campo nem gira a roda do lagar, e não se pode confeccionar sapato com suas peles.

Disse um lobo Cortês a um carneiro ingênuo:

“Não quererás honras a vossa casa com uma visita?”

E o carneiro respondeu: “Sentir-nos-íamos muito honrado com sua visita, se tua casa não estivesse no teu estômago.” 

Há muito tempo vive um homem que foi crucificado por ter muito amado e por ser muito digno de amor.

E é estranho relatar que o encontrei ontem três vezes.

Na primeira vez estava pedindo a um policial que não levar um pobre para a prisão; na segunda vez, estava bebendo vinho como Fora da Lei; e na terceira vez, estava lutando aos murros com o vendedor, dentro de uma igreja.

Como sou mesquinho quando a vida me dá ou eu lhe dou prata, e, contudo julga-me generoso!


Vestimentas

Um dia a Beleza e a Fealdade encontrava-se numa praia. E disseram uma à outra: “Banhamo-nos mar.”

Então, Tiraram a roupa e puseram na a nadar nas águas. E, após algum tempo, a Fealdade voltou à praia vestiu-se com os trajes da beleza, e foi se embora.

E a Beleza também voltou do mar, não encontrou suas roupas e, por vergonha de ficar nua, vestiu a roupa da Fealdade. E seguir o seu caminho.

E, então até agora, alguns homens e mulheres enganam-se, tomando uma pela outra.

Contudo, há alguns que visto a face da Beleza e reconheceram, apesar do sua vestuário. E há alguns que conhece a face da Fealdade, e as roupas da Beleza não a ocultam  a seus olhos.


Uma vez, um homem sentou-se a minha mesa e comeu meu pão e bebeu meu vinho e foi-se embora rindo de mim.

Depois, voltou à procura do pão e do vinho, e eu expulsei;

E os anjos riram de mim.




A Pérola

Disse uma ostra a uma outra vizinha: “Sinto grande dor dentro de mim. é algo pesado e redondo, que me deixam deprimida.”

A outra ostra respondeu com altiva condescendência: “Benditos sejam o céu e o mar, não sinto quanto a mim dor alguma. Estou boa e sã por fora e por dentro.”

Nesse momento, um caranguejo passava por lá e ouviu as duas ostra, e disse à ostra que estava boa e sã por fora e por dentro: “Sim, estás boa e sã; mas a dor que tua vizinha tem é uma pérola de excessiva beleza.”



Estavam todos subindo rumo ao cume do desejo de nossos corações. Se algum escalador roubar teu saco e sua bolsa, e ficar gordo como um e pesado como outra, deverás ter pena dele; pois a subida ficará mais longo seu caminho.

E se, em tu esbelteza, vires sua carne arquejado, ajuda-lhe o passo: isto aumentará tua velocidade.


O louco

Foi no jardim de um hospício que encontrei um jovem de face pálida e formosa, e cheia de espanto.
Sentei-me no banco ao seu lado e perguntei-lhe: “Por que está aqui?”

E ele olhou-me, admirado, e disse: “é um pergunta indiscreta; contudo, vou responder-lhe. Meu pai queria fazer de mim uma reprodução de si próprio; o mesmo queria o meu tio. Minha irmã considerava seu marido marinheiro como o exemplo perfeito que eu deveria seguir. Meu irmão achava que eu tinha que ser como ele, um excelente atleta.

E meus professores também, o lente de filosofia, e o professor de música, e o de lógica, cada um queria que eu não fosse senão o reflexo de usa própria face.

Desta forma, vim para neste lugar. Acho mais são aqui. Pelo monos, posso ser eu mesmo.”

Depois, subitamente, virou-se para mim e perguntou: “Mas, diga-me, o senhor também foi trazido a este lugar pela educação e o bom conselho?”

E eu respondi: “Não, eu sou um visitante.”

E ele disse: “Ah, o senhor é um daqueles que vivem no hospício do outro lado da muralha.”

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Parábolas de Gibran Khalil




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